quinta-feira, 26 de março de 2020

A LANTERNA DA MENTE

Assistindo a uma palestra de George Kohlrieser, professor de Liderança e comportamento  Organizacional no IMD, na Suiça, vibrei com o tema "olho da mente", enfatizando como o foco é relevante, foco no sentido de cultivar emoções positivas e saber para onde se está indo. Como nós gerenciamos nossos humores e emoções é determinado pelo nosso foco. O nosso olhar é direcionado como se tivéssemos uma lanterna direcionando o olhar do nosso cérebro. O segredo é controlar essa lanterna para buscar o positivo, as oportunidades. 
A dificuldade reside em uma tendência natural do cérebro de procurar pelo negativo, temos um "imprinting" ancestral que nos permitiu sobreviver em épocas remotas, onde primeiro tínhamos que nos certificar que o ambiente estava seguro dos predadores, para depois sairmos à caça de nossa presa, ou seja, só "saímos para vencer", quando nos sentíamos seguros.
O grande desafio da liderança é criar um ambiente em que as pessoas se sintam parte de algo grande, que se sintam seguras, para que tenham a lanterna da mente focada em "sair para vencer", não em garantir a sobrevivência e a defesa contra os grandes predadores.
Faz lembrar um relato da Bíblia, quando uma multidão de escravos retirados do poderoso império egípcio, vaga por longos anos pelo deserto, passam muitas dificuldades, seu líder Moisés morre e é substituído pelo assistente, Josué. Ao se verem diante da "terra prometida" os espiões relatam uma visão desesperadora: "Eles são poderosos, bem armados, forticados e confiantes, pois aos olhos deles, nosso povo são como meros gafanhotos". Mas o Deus dos hebreus intervém e manda uma mensagem para Josué:

Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar".
Josué 1:9

Foco ajustado, confiança recarregada, Josué e a multidão de escravos arrasaram aquela terra, dominaram os ocupantes e estabeleceram ali a base para um reinado que nos tempos de Davi e Salomão foi um dos maiores e mais prósperos.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

PLANEJAMENTO DE MARGEM EM SUPERMERCADOS

A gestão de margem em supermercado, começa pela definição da EXPECTATIVA DE MARGEM EBITDA (é a margem que mede o desempenho operacional do negócio, sou seja, o lucro realizado antes de descontar amortização, depreciação e imposto de renda sobre o lucro). Depois de planejado o segmento da loja (vizinhança, conveniência, Hipermercado, Atacarejo, especializada, etc), definimos o volume de vendas, a margem total, as despesas e por fim a margem EBITDA objetivo. Em um Atacarejo por exemplo a margem EBITDA costuma ser quase a metade de um supermercado de vizinhança, no entanto, o volume de venda é tão maior que o ROA (retorno sobre ativos) costuma ser igual ou melhor. Uma vez estabelecido a margem comercial que será necessário atingir, essa margem será distribuída pelas Categorias de Produtos, de acordo com sua participação sobre a venda. A participação sobre a venda compõe a média ponderada que resulta da multiplicação dessa participação pela margem objetivo de cada categoria. A margem de cada categoria deve ser planejada levando em conta não somente sua participação histórica, mas também a função da categoria no negócio. Por exemplo se queremos que a categoria de Carnes seja lembrada como destino da minha loja/bandeira, o planejamento de margem deve contemplar um percentual menor de margem para a categoria, garantindo a percepção de preço baixo e competitividade. As categorias que representam compras de rotina do cliente (exemplo itens da Mercearia Básica) devem ter uma margem também diferenciada para garantir a imagem positiva de preços (Categorias Complementares, tendem a ter uma margem maior para compensar e compor o resultado). O planejamento deve envolver Compras, Comercial e Cadeia de Abastecimento, pois a margem das Categorias impactam no planejamento de compras, conforme publiquei em outra ocasião, que é baseado no CMV orçado por Categoria.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Uso das Tecnologias no processo de ensino aprendizagem

O processo de ensino e aprendizagem hoje conta com um recurso muito impactante: as modernas tecnologias aplicadas à educação. Essa disponibilidade de recursos, também muda o paradigma do papel do professor, de detentor do conhecimento, para mediador do conhecimento. Os recursos de armazenamento e exposição de conteúdo, oferta dados e informações que constituem elementos de construção do conhecimento. O professor pode ofertar vídeos no Youtube, conteúdos e apresentações no Google Drive ou outros dispositivos como Yahoo Grupos ou enviar por email, compartilhamento no Facebook ou até dispositivos móveis através do Whats App. Abaixo uma lista das 50 principais ferramentas utilizadas para utilização na educação online (fonte www.whatsnew.com) 1. Dropbox: Um disco rígido virtual com vários GB gratuitos e acessível desde quase qualquer dispositivo. Porém, sem dúvida, é muito mais que isso… 2. Google Drive: A evolução de Google Docs que se soma às suas múltiplas ferramentas de criação de documentos, um considerável espaço virtual gratuito. 3. CloudMagic: Uma extensão e uma app multi dispositivo para buscar informação simultaneamente no Gmail, Twitter, Facebook, Evernote e muitos outros serviços. 4. Jumpshare: Para compartilhar documentos em segundos e permitir sua visualização online, além de seu download. Ficam disponíveis na nuvem durante duas semanas. 5. Weebly: Uma ferramenta para criar sites web que se destaca por seu agradável editor visual e seu baixo custo, começando por um bem-vindo plano gratuito. 6. Issuu: Também para compartilhar documentos porém principalmente aqueles cuja importância se encontra em seu conteúdo gráfico já que sua especialidade são as opções de visualização. 7. ePubBud: Um espaço para criar ebooks e publicá-los. Também serve para buscar exemplares embora para esta tarefa existam dezenas de alternativas. 8. Infogr.am: Para criar coloridas infografias interativas, com brilhantes ferramentas para ingressar e tratar dados graficamente incluindo uma mini folha de cálculo. 9. Text2MindMap: Uma ferramenta para criar mapas mentais através de um pequeno editor de texto e um quadro interativo muito fácil de usar. 10. EdCanvas: Para criar e compartilhar as lições das classes em formato digital. 11. TubeBox : para baixar vídeos do YouTube, Vimeo, DailyMotion, etc 12. ClassDojo : Para relatórios de gestão sobre o comportamento dos alunos, bastante útil para compartilhar com os pais 13. Animoto: Para muitos a melhor ferramenta para criar vídeos online a partir de material multimídia (fotos, vídeos, texto, etc.) armazenado localmente ou simplesmente usando o disponível na rede. 14. Todaysmeet: Uma rápida opção para criar salas de chat. 15. Slideshare: A melhor opção para criar e compartilhar apresentações com slides desde um canal pessoal, permitir sua visualização e um espaço para retro alimentar-se com os comentários. 16. Voki: Para criar um avatar que fala acompanhando as lições multimídia. 17. Screen Capture by Google (Google Chrome) e Screenshot (Mozilla Firefox): Extensões para tirar capturas de tela, guardá-las e/ou compartilhá-las via redes sociais. Se preferir um aplicativo de desktop Screenpresso é altamente recomendável. 18. RecordMP3: Para gravar e compartilhar áudio em mp3. 19. Diigo: A alternativa a Delicious para a gestão e captura de links. 20. Prezi: O sustituto do sonífero Microsoft PowerPoint que leva a um novo nível as apresentações graças às suas ferramentas interativas, visualizações fascinantes, elegantes estilos, um editor realmente simples, links a conteúdo online, etc. 21. Picmonkey: Um fascinante editor de imagens online, o sustituto -literalmente- de Picnik. Conta com filtros, opções para criar colagens e muito mais funções avançadas de fácil uso. 22. Loopster: Outro muito simples editor de vídeo online. 23. PlanBoard: Para planejar eficientemente as lições. 24. Scoop.it e Paper.li: Ferramentas de fixação de conteúdos web. 25. Socrative: Os laptops, tabletas e os smartphones já tomaram conta das aulas, sendo assim, é melhor tirar un mejor proveito, neste caso, com jogos, tarefas e exposições interativas entre dispositivos. 26. Join.me: Uma ferramenta para compartilhar tela e trabalhar em equipe. 27. Zamzar: Um potente conversor de arquivos em montes de formatos de documentos, imagens, vídeos, música, ebooks, etc. 28. Poll Everywhere: Criar rápidas enquetes com votações instantâneas via Twitter, SMS e mais. 29. VoiceThread: Para gravar e compartilhar todo tipo de material multimídia em forma de apresentações, com comentários em áudio e vídeo. 30. Evernote: Simplesmente uma ferramenta de notas de outro mundo. Seus variados usos para o mundo acadêmico vão desde a gestão de lições até a coleta de conteúdo multimídia na rede mediante seu capturador web. 31. TeachersPayTeachers: Intercâmbio de lições entre colegas. 32. Gnowledge: Um espaço para criar e compartilhar provas tipo teste e exercícios tanto com estudantes como com outros maestros. 33. Udemy: Para criar cursos online mediante eficientes ferramentas de gestão de conteúdos, de promoção, de assinatura e até de colaboração e até de colaboração graças a sua imensa comunidade que trascende continentes. 34. Plagiarisma.net: Uma das muitas opções online para detectar plagio nos textos. 35. Academia.edu: A mais ampla comunidade de acadêmicos que permite um fácil contato entre pares graças às suas opções para destacar interesses, áreas de interesses e localizações. Também é um bom espaço para encontrar e compartilhar papers. 36. Blogger: Para criar um blog em poucos minutos com a ajuda da fascinante plataforma de Google, o que facilita a integração de outros serviços da companhia para a gestão multimídia. 37. TED: Milhares de conferências em vídeo, sobre centenas de áreas do conhecimento, dadas por experts de nível mundial. 38. Wolfram Alpha: Todo o conhecimento mundial por trás de uma pequena caixa de busca. Uma das muitas coisas que faz é resolver todo tipo de exercícios matemáticos, se sobressaindo, inclusive, a outras brilhantes opções. 39. TinyChat: Uma sala de videochat muito agradável a qual permite o acesso através de redes sociais, até 12 pessoas compartilhando sua webcam e o resto comentando com mensagens. 40. Google+: A rede social do Google está a anos luz de distância de seus competidores no que diz respeito a integração de serviços (Drive e YouTube os melhores) e ferramentas eficientes como seus populares Hangouts. Isso só é no geral, pois os usoas acadêmicos são bastante variados. 41. Olesur: Para criar PDF’s com problemas de matemáticas, atividades de reforço e caligrafia, e mais recursos didáticos para imprimir. 42. Pinterest: Para organizar categoricamente todo tipo de material gráfico em pequenos grupos para logo compartilhá-los via redes sociais ou simplesmente mantê-los de forma privada. Um mockup especializado para a educação é Learni.st. 43. LaTeX Lab: Um editor de LaTeX online com a tecnologia dos documentos de Google. 44. Wiggio: Uma das muitas potentes ferramentas para os trabalhos em grupo, com listas de tarefas, calendário, enquetes, perfis e várias funções de interação. 45. WordPress.org: Similar ao Blogger na facilidade para a criação de blogs ou paǵinas web sobre qualquer tema, um pouco mais limitado em questão de uso de recursos porém muito mais elegante. 46. YouTube para escolas: Uma versão especial do YouTube para educadores onde se poderá dispor de centenas de vídeos acadêmicos de sites como YouTube EDU, Stanford e TED. 47. Khan Academy: Milhares de classes, de altíssima qualidade, em vídeo sobre diferentes campos do conhecimento oferecidas por maestros de todo o mundo. Qualquer um pode colaborar com o projeto. 48. Moodle: Uma plataforma livre para a criação de cursos tipo LMS, similar a BlackBoard porém, totalmente gratuita, com mais ferramentas interativas e uma ampla comunidade por trás de seu desenvolvimento e contínuo melhoramento. 49. Canvas: Também para a gestão de cursos, totalmente online (sem instalação em servidor próprio), muito mais elegante e mais fácil de utilizar. 50. Google Calendar: Para a gestão do tempo e as tarefas, embora também seja muito útil especificamente para criar calendários (por exemplo sobre horários de atenção a estudantes ou datas de exames e trabalhos) e compartilhá-los.

Links de blogs de conteúdos sobre TIC

http://karlalealopes.blogspot.com.br/2016/11/as-redes-sociais-para-o-uso-na-educacao.html http://wlamiller.blogspot.com.br/ http://profcleokarvalho.blogspot.com.br/ http://franciscocustodio.blogspot.com.br/ http://professorjobim.blogspot.com.br/

sábado, 5 de novembro de 2016

Ensinar por competências

Conforme proposta, segue reflexões sobre o ensino com foco em competências 1. Porque ensinar com foco em habilidade e competências? A formação superior, pressupõe a formação em três dimensões da vida do ser humano, de acordo com o artigo do professor Gilberto Teixeira “o proceso de ensino-aprendizagem e o papel do professor como gestor do pensar”: - A formação das pessoas (subjetiva ou da consciência) - A formação profissional, que produz a formação técnica para o exercício produtivo. - A formação do cidadão (político-social). A formação por competência, baseado na definição do termo: um conjunto de conhecimentos (saberes), habilidades (saber fazer) e atitudes (saber ser, aspectos éticos, cooperação, solidariedade, participação), integra as três dimensões propostas na formação integral do homem. 2. É possível trabalharmos pautados em competências e habilidades na educação superior? É possível e necessário, uma vez que que o papel do professor evoluiu de um repassador de informações para um desenvolvedor humano, não com foco na formação técnica, mas multidimensional do homem. As aulas devem se tornar em um ambiente propício para a troca de experiências com aplicação prática do conhecimento. Giussani (2000) afirma que o objetivo da educação é o de formar um homem novo; portanto, os fatores ativos da educação devem estimular o educando agir cada vez mais por si próprio, e sempre mais por si enfrente o ambiente. É preciso então, de um lado, colocá-lo constantemente em contato com todos os fatores do ambiente; de outro, deixar-lhe a responsabilidade da escolha, seguindo uma linha evolutiva determinada pela consciência de que o aprendente deverá chegar a ser capaz de, perante qualquer situação, ter autonomia. Ou seja, em um ambiente moderno, onde as coisas estão em constante mudança, o homem tem que construir suas próprias respostas para os problemas que vão surgindo, com a consciência de que não existe respostas prontas, mas que estas devem ser adaptadas às novas demandas. 3. Nesta perspectiva o que muda na relação professor conhecimento-aluno? O professor Gilberto Teixeira, ainda no mesmo ensaio, ensinar vem do latim insignare, ou marcar com um sinal, no sentido de indicar um caminho, um sentido. Cita Gadotti (2004) afirmando que ser professor é viver intensamente o seu tempo, com consciência e sensibilidade. O professor não só transforma a informação em conhecimento, mas forma pessoas com consciência crítica, constroem sentido para vida dos seres humanos e para a humanidade. Não há mais espaço para professores donos de um saber, mas só aqueles que tenham a humildade de ser também eles aprendizes. A única diferença entre o professor e alunos, é que estes são profissionais do ensino e por isso comprometidos com o aprender e ensinar.

Aula invertida

O conceito de aula invertida é muito interessante, pois a disponibilidade do conteúdo antecipadamente aos alunos, seja através de textos, vídeos, recursos multimídia,ou a combinação de ambos, estabelece um contato do aluno com o material, despertando seu interesse. Durante a aula, o professor pode provocar discussões e troca de idéias, ampliando o conceito e desenvolvendo no aluno a percepção da necessidade do mesmo se responsabilizar pela busca do conhecimento e da sua participação ativa na construção do aprendizado significativo. Os momentos de interação na sala de aula se tornarão mais significativos, na medida que o conteúdo já estará "pré aquecido" na mente dos alunos, possibilitando uma maior amplitude na exploração do tema. Segundo matéria publicado o G1 por Andrea Ramal, os resultado são animadores: A metodologia tem alcançado resultados positivos, com impacto nas taxas de aprendizagem e de aprovação, como também no interesse e na participação da turma. Disseminada nos últimos anos pelos professores norte-americanos Jon Bergmann e Aaron Sams, foi testada e aprovada por universidades classificadas entre as melhores do mundo, como Duke, Stanford e Harvard. Em Harvard, nas classes de cálculo e álgebra, os alunos inscritos em aulas invertidasobtiveram ganhos de até 79% a mais na aprendizagem do que os que cursaram o ensino tradicional. Na Universidade de Michigan, um estudo mostrou que os alunos aprenderam em menos tempo. O MIT (Massachusetts Institute of Technology) considera a Flipped Classroomfundamental no seu modelo de aprendizagem. O método é adotado em escolas da Finlândia e vem sendo testado em países de alto desempenho em educação, como Singapura, Holanda e Canadá.

Pontos norteadores da educação

Com respeito aos pontos da docência que considero importante e são norteadores da prática educativa: • Domínio do conhecimento é o principal fator de sucesso do docente, pois demonstra segurança do professor e credibilidade no contrato psicológico celebrado entre ambos. O discente deve ser estimulado a participar no processo de construção do conhecimento, mas o professor deve estar preparado para responder ás dúvidas e preencher as lacunas. • Outro fator determinante diz respeito ao Planejamento educativo. O plano deve considerar a posição político pedagógico da instituição (alinhado com suas convicções pessoais), uma opção por determinada teoria do conhecimento e por uma teoria pedagógica. Além disso, envolvem as estratégias de ação, os recursos materiais e humanos. Devem ficar claro os objetivos educacionais que se pretende atingir com cada conteúdo, para que a avaliação seja fundamentada em atingimentos mensuráveis. O plano deve responder claramente perguntas norteadoras como Onde estamos? Aonde queremos ir? Como iremos? Como estamos indo? • Além do conteúdo técnico referente à área de formação do discente, o professor deve ter em mente a construção de uma consciência cidadã, incutindo ao longo da apresentação do conteúdo, as questões éticas e sociais envolvidas na atividade profissional futuro formando, além da conscientização de seu papel político na sociedade. • Por fim, a prática do ensino deve ser bem estruturada com o tratamento didático da aula, o que passa inicialmente por uma preparação tanto do professor quanto do aluno. A preparação do professor se dá pelo planejamento intencional das aulas. A preparação do aluno visa criar condição de aprendizado, através da curiosidade, das conexões da matéria nova com a anterior e a geração de expectativa em relação ao evoluir do aprendizado e principalmente quanto à exposição clara dos objetivos da aula. Outro ponto muito importante é a aplicação do conhecimento aos problemas do cotidiano, aos problemas dos pais, da família, da sociedade e em quaisquer grupos onde estivermos envolvidos, avançando da teoria à prática e provocando uma análise crítica da realidade e a consciência da responsabilidade social e política de cada membro da sociedade. Quanto ao Multiculturalismo e a Sociedade, devemos reconhecer a necessidade da especialização para gerar profundidade na pesquisa e amplitude do conhecimento. O discurso moderno do clamor por interdisciplinaridade decorre da falta de contextualização gerada pelas disciplinas, pois o estudo disciplinar produz via de regra, desvinculação da realidade seja por falta de conexões claras, quanto por anacronismo, na medida em que algumas ciências avançam muito rapidamente. O trabalho do professor deve buscar as convergências disciplinares, como escreveu Brasil (1989, pag.89) “A interdisciplinaridade não dilui as disciplinas , ao contrário , mantém sua individualidade e integra as disciplinas a partir da compreensão das múltiplas causas ou fatores que intervêm sobre a realidade e trabalha todas as linguagens necessárias para a constituição de conhecimentos, comunicação e negociação de significados e registro sistemático dos resultados”. Essa convergência será conseguida através de uma mudança de paradigma no processo educacional, onde os professores trabalham suas disciplinas como universos isolados. Deve haver um esforço de coordenação para que haja ligações entre as diversas áreas do conhecimento e principalmente, conexões claras com o universo prático onde será submetido o futuro profissional. Com respeito aos procedimentos ou técnicas de ensino, devemos avaliar o perfil da turma e o tipo de conteúdo a ser transmitido ou habilidade a ser desenvolvida para definir a melhor opção. Em se tratando de ensino conceitual a aula expositiva cumpre bem a finalidade, observando a atenção do grupo para mantê-lo em sintonia com as ideias apresentadas. Conceitos mais complexos ou processos complicados devem ser demonstrados e habilidades específicas serão desenvolvidas através da prática supervisionada. Outras técnicas valorizam os conhecimentos prévios do aluno e sua capacidade de construção do mesmo, como: • Estudo dirigido, onde o professor propõe o conteúdo adequado e os alunos fazem a síntese. • Diálogo, onde dois alunos discutem um tema com a coordenação de um terceiro e observação da turma. • Seminário, onde os alunos buscam pesquisa de parte de um conteúdo proposto e apresentam em grupo ou individualmente para toda turma. • Por fim, temos a opção de utilizar a estratégia Phillips 66, onde seis pessoas discutem por seis minutos. Os participantes se revezam até que os alunos participem de todos os grupos, abordando o assunto em vários ângulos, visando o consenso. No que diz respeito à avaliação de aprendizagem voltada para a formação integral do homem e respeito às diferenças, devemos começar já na etapa da avaliação de diagnóstico, buscar identificar as características dos alunos, o nível de conhecimento deles e a capacidade contributiva de cada um. Avaliamos o perfil sócio econômico a fim de estabelecer a forma de contextualizar o ensino criando ligações com o ambiente social dos alunos. No decorrer do ensino, durante a avaliação chamada formativa, ir introduzindo questionamentos e estimulando a participação dos discentes, facilitando as conexões que ancorem a construção de novos conhecimentos e habilidades. Baseado em objetivos bem definidos, a avaliação somativa ou terminal pode esclarecer se houve atingimento dos alvos de ensino, tanto na formação de saberes, habilidades, quanto na formação do agente político intencional e responsável.